terça-feira, 1 de maio de 2018

MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA




Com a marca de mais de 5 mil visitantes em Tatuí, a exposição itinerante Estação da Língua Portuguesa, que leva na bagagem acervos do museu (atualmente em reconstrução), segue viagem por São Paulo e faz sua segunda parada em Santos, onde ficará em cartaz de 6 de abril a 6 de maio, no Museu do Café (Rua XV de Novembro, 95 – Centro Histórico).

A realização é do Ministério da Cultura, do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, e da Arquiprom, proponente e produtora do projeto. O patrocínio é da CCR, Instituto CCR, Vivo, Sabesp, EDENRED Brasil e Ticket marca do Grupo, todos por meio da Lei Rouanet. O apoio na segunda cidade da itinerância é da Prefeitura de Santos.

“Quem visitar a Estação da Língua Portuguesa viverá um pouco da rica experiência do Museu da Língua Portuguesa, que apresenta um dos nossos maiores patrimônios: o idioma português”, afirma o Secretário da Cultura do Estado, José Luiz Penna.

“O Totem, com painéis que apresentam uma prévia do conteúdo, o segmento O que nos une e o espaço Mundo Lusófono foram especialmente pensados e produzidos para a itinerância. E a mostra também traz a acessibilidade em seu conteúdo. O Mapa do Mundo conta com informações sobre os países que falam português, em braile; os Vídeos Culinária e Dança têm tradução em Libras; e a Linha do Tempo e os Falares Paulistas podem ser traduzidos em Libras com o auxílio de tablets” explica o arquiteto e sócio da Arquiprom, Fernando Arouca.

A exposição gratuita e ampliada ficará em cartaz de terça a sábado, das 9h às 18h, e aos domingos, das 10h às 18h. Depois de passar por Tatuí e Santos, a Estação da Língua Portuguesa viaja para Rio Claro, Taubaté, São Carlos e Bauru, cidades do estado de São Paulo que também receberão a mostra até dezembro de 2018.

A Estação da Língua Portuguesa

A itinerância traz na bagagem conteúdos inéditos, que conversam com a museologia contemporânea e com a rica expografia de sons e imagens do Museu da Língua Portuguesa, que apresenta a língua portuguesa como patrimônios imaterial, viva e dinâmica, além de conteúdos já conhecidos pelo público.


Na área externa, a Torre Estação da Língua Portuguesa dá boas-vindas aos visitantes. Em As Origens, uma instalação cenográfica remete à ideia de estação ferroviária e de viagem de trem. Versos de Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade e Arnaldo Antunes, iluminados com LED em um painel metálico, convidam o público a entrar na exposição.

A viagem do idioma começa com um vídeo animação que mostra a formação da língua portuguesa e as rotas marítimas dos portugueses, que levaram o idioma para outras terras. Animação, narração e trilha sonora foram criadas especialmente para a mostra Estação da Língua Portuguesa.

O vídeo Sotaques, com texto “O Paraíso são os outros”, de Valter Hugo Mãe, realizado pela Porto Editora e Miguel Gonçalves Mendes, com diferentes sotaques da língua portuguesa no mundo, abre o módulo O que nos une – ala composta por um painel interativo giratório, que apresenta dados dos países que fazem parte da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). São eles Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

O Desembarque reproduz a Linha do Tempo do Museu da Língua Portuguesa com a construção do idioma no Brasil, desde a chegada dos portugueses e o primeiro contato com as línguas indígenas, até os dias de hoje. Como novidade apresentada nessa viagem, ela está atualizada trazendo mais uma década em que relembra o novo acordo ortográfico e destaca novas palavras e expressões que surgiram com a influência da internet e das redes sociais.

Na ala Os trilhos três monitores touchscreen mostram palavras que vieram de outros povos e foram incorporadas ao português brasileiro. Espaço Lusófono, especialmente dedicado aos professores, é composto pelo vídeo “Raiz Lusa”, no qual especialistas falam sobre a construção da língua portuguesa.

O módulo Falares Paulista mostra em uma montagem lúdica um diálogo hipotético e poético entre pessoas com sotaques característicos de 5 cidades paulistas.
Trecho de 12 poemas são projetados e os versos ganham vida em um trabalho gráfico desenvolvido especialmente para a mostra.

Vídeos que compõem o acervo da Grande Galeria do Museu da Língua Portuguesa são apresentados no módulo O Mundo da Língua. Nele o visitante termina sua viagem assistindo aos vídeos “Culinária” e “Danças”, que mostram a relação entre língua e cultura.

Toda estrutura da exposição é transportada de uma cidade a outra em caminhões, pois a Estação da Língua Portuguesa foi projetada de maneira que possa ser desmontada e novamente aberta ao público em outro município em até sete dias.

Museu em reconstrução – Em 10 anos de funcionamento, o Museu da Língua Portuguesa recebeu cerca de 4 milhões de visitantes (319 mil destes em ações educativas). Primeiro do mundo totalmente dedicado a um idioma, trouxe ao país um novo conceito museográfico, que alia tecnologia e educação. Com uma narrativa audiovisual e ambientes imersivos, permitiu aos visitantes descobrir novos aspectos do idioma, elemento fundador da cultura do país.

O Museu foi atingido por um incêndio em dezembro de 2015 e atualmente está em reconstrução. A obra está dividida em três etapas: o restauro das fachadas (concluída) e da reconstrução da cobertura do edifício, o restauro dos pátios e torreões (iniciada em setembro de 2017, agora em andamento), a obra do interior do prédio. Por último, terá início a instalação da museografia. A previsão de reabertura é 2019.

O Museu da Língua Portuguesa é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura do Estado, concebido e realizado em parceria com a Fundação Roberto Marinho. Tem como patrocinador máster a EDP, patrocinadores Grupo Globo,Grupo Itaú e Sabesp e apoio do Governo Federal, por meio da lei federal de incentivo à cultura. O IDBrasil é a organização social responsável pela gestão do Museu.

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OPINIÃO


Toda a estrutura e montagem desta grande obre é um imenso prazer para nós que somos amantes da Língua Portuguesa. Existem painéis metálicos que convidam o público a entrar na exposição.

As viagens pelo idioma começam com um vídeo que mostra a formação de nossa língua. Daí eu tenho que me lembrar da minha professora na faculdade falando sobre a história da língua portuguesa. Fala-se também do sotaque e das diferenças regionais que criam aquele complemento especial.

Em fim, a reabertura deste grande espaço cultural está prevista para 2019. Esperamos que logo chegue a hora de recuperar tudo isto que tanta falta nos faz.


José Carlos de Arruda.



domingo, 29 de abril de 2018

AVISO AOS LEITORES



A partir do mês de maio este blog terá uma periodicidade inicialmente programada para terça, quinta e sábado no horário entre 19 e 22 hrs. Os leitores que quiserem sugerir assuntos sobre o tema do blog deverão fazê-lo através dos comentários postados normalmente, os mesmos serão analisados minuciosamente para que possamos melhorar cada vez mais. Em sendo assim apresentar um conteúdo cada vez mais de acordo com as atualizações do cotidiano.

José Carlos de Arruda.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

ARTIGO (CAPÍTULO 24)





Diversidade é diferencial competitivo
Para especialista no tema, empresas brasileiras ainda devem aprender a lidar com inclusão

ANDRES TAPIA
ESPECIAL PARA A FOLHA

Diversidade e inclusão podem significar coisas diferentes para pessoas diferentes ao redor do mundo. No meu trabalho global de diversidade, seja na América Latina, seja na Europa, no Canadá, na Índia ou nos Estados Unidos, tenho utilizado a seguinte definição: "Diversidade é o "mix", inclusão é fazer esse "mix" funcionar".
Desse modo, cada local pode definir o que o "mix" significa e se está funcionando ou não.
Nos Estados Unidos, ele pode ser definido como sendo algo sobre raça, sexo, deficiência física ou orientação sexual.
Na Índia, raça não consta dessa lista -os itens mais proeminentes são religião, casta e região geográfica.
No caso do Brasil, a lista parcial traz sexo, raça, gerações, regiões nacionais ou globais e deficiência. É esse o panorama que procuro detalhar a seguir.

Mulheres
As mulheres estão [em massa] no mercado de trabalho há uma ou duas gerações. Em muitos lugares, vemos um balanço de 50% a 50% nessa mistura. Mas esse "mix" está funcionando? Qual a representatividade delas no nível executivo? Não é segredo que o tratamento "igualitário" não atinge esses níveis. Chegar lá é tortuoso. As mulheres estão sendo pagas como os homens ao realizar o mesmo tipo de trabalho? Muitos artigos publicados na América Latina -e o Brasil não é uma exceção- identificam um pagamento desigual.

Diversidade regional

A rivalidade bem conhecida entre paulistas e cariocas -e como muitos deles olham para os que vêm do interior do país- gera improdutividade dentro do ambiente de trabalho. Em discussão recente, um grupo de funcionários de Minas Gerais me explicou como seu moral é afetado por sentirem certas atitudes de superioridade de colegas e clientes das grandes cidades. Isso afeta a produtividade do conjunto.

Diversidade global

Na medida em que as multinacionais brasileiras continuam a espalhar seu alcance global, aumentam a diversidade que terão de enfrentar e os desafios culturais, assim como os encontrados há décadas por norte-americanos e europeus. A regionalização do trabalho corporativo na América Latina está trazendo à tona diferenças culturais entre profissionais do Brasil e de países como o México, a Argentina e a Nicarágua.

Pessoas com deficiência

As empresas enfrentam alguns problemas com a legislação recente que exige que tenham um percentual mínimo de funcionários com necessidades especiais. Elas olham para um problema de infra-estrutura, como o fato de seus prédios não oferecerem acesso a cadeiras de rodas. As empresas declaram ainda que não há profissionais com a competência desejada para preencher suas vagas. Algumas empresas, contudo, têm uma área de responsabilidade social e são proativas no desenvolvimento dessas pessoas antes de contratá-las. Outras estão descobrindo alternativas para recebê-las e para qualificá-las.

A geração digital

Esta geração desafiará a tradicional estrutura de trabalho. Vejo minha filha de 15 anos. Ela faz seus trabalhos de escola no laptop sem fio, pesquisa na internet, tem seis chats abertos ao mesmo tempo, grava CDs para ouvir música e fala ao telefone -tudo ao mesmo tempo. Eu me pergunto se isso é possível. Ela diz que sim e tira notas boas. Em cinco anos, quando a geração dela entrar no mercado de trabalho, as pessoas não estarão prontas para lidar com suas expectativas, que serão bem diferentes.

Diversidade racial

Esse aspecto é, ao mesmo tempo, o mais e o menos óbvio no Brasil. Há contradições sobre essa questão no país. Há opiniões que indicam que isso ainda é um problema e outras dizem que é assunto resolvido. Existe um debate crescente sobre o lugar dos negros e se eles têm oportunidades iguais de educação e de trabalho. Baseado no meu trabalho global, se um assunto da diversidade é tido como problema, é uma indicação de que a questão está longe de ser resolvida. Assim como no caso das pessoas com necessidades especiais, neste será preciso uma combinação de fatores, todos dirigidos por uma política social por parte do governo e pelo comprometimento estratégico por parte das corporações.

Impacto dos negócios

Um número crescente de funcionários latino-americanos declara que a diversidade, junto com o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, é um fator fundamental na atração de um ou outro empregador. No estudo "Melhores Empregadores da América Latina 2005/2006", da Hewitt, uma das cinco qualidades do melhor empregador era o comprometimento com esses tópicos. Questões de diversidade e inclusão são complexas, mas, para as empresas que sabem lidar com isso, a recompensa será uma vantagem competitiva primeiro para sobreviver e depois para prosperar em um mercado global cada vez mais difícil.

Andres Tapia é chefe mundial de diversidade da consultoria Hewitt Associates



EDITORIAL (CAPÍTULO 23)



O texto editorial é um tipo de texto jornalístico que geralmente aparece no início das colunas. Diferente dos outros textos que compõem um jornal, de caráter informativo, os editoriais são textos opinativos.

Embora sejam textos de caráter subjetivo, eles podem apresentar certa objetividade. Isso porque são os editoriais que apresentam os assuntos que serão abordados em cada seção do jornal, ou seja, Política, Economia, Cultura, Esporte, Turismo, País, Cidade, Classificados, entre outros.

Os textos são organizados pelos editorialistas, que expressam as opiniões da equipe e, por isso, não recebem a assinatura do autor. No geral, eles apresentam a opinião do meio de comunicação (revista, jornal, rádio, etc.).

Tanto nos jornais como nas revistas podemos encontrar os editoriais intitulados como “Carta ao Leitor” ou “Carta do Editor”.

Como fazer um editorial?
Para produzir um editorial, inicialmente é necessário conhecer os assuntos que serão abordados no meio de comunicação. Feito isso, faça uma síntese de todo esse conteúdo para que ele seja apresentado para o público leitor. Embora apresente a estrutura básica do texto dissertativo, ele pode não seguir o padrão proposto.

Estrutura
Por ser um texto dissertativo-argumentativo, os editoriais apresentam a estrutura básica dividida em três partes principais:

Introdução: exposição do assunto que será tratado no decorrer da leitura
Desenvolvimento: momento em que a argumentação do escritor será a principal ferramenta
Conclusão: finalização do texto com a opinião do autor ou da equipe
Leia:

Texto Jornalístico
Carta do Leitor
Artigo de Opinião
Como fazer um editorial?
Exemplos
Editorial de jornal
Protestos no Brasil e a Crise Econômica

Desde o ano passado nos deparamos com as diversas manifestações que se espalham pelas capitais e cidades do país. Todas elas demostram a insatisfação dos brasileiros com a política, economia e os problemas sociais no geral.

O que mais ouvimos no café, no supermercado, nas paragens de ônibus ou mesmo no trânsito são frases do tipo: “Aonde vamos parar”, “Isso é culpa do PT”, “Estamos afundando” “O preço das coisas aumentam e nosso salário nunca”.

Essa frases proferidas pelos mais diversos tipos de brasileiros nos indicam que a insatisfação e a crise econômica cresce cada vez mais no país, e os que tem possibilidades (mínima parcela) estão deixando o Brasil para terem vidas melhores longe da nação verde e amarelo.

Mas será que essa é a solução? Vale ressaltar que muitos dos que deixam o país tem conhecimentos superficiais sobre a política e a economia e, na maioria das vezes, são os mais preconceituosos com os nortistas e nordestinos.

Sabemos que a chave para a solução dos problemas instaurados no país, de ordem social, política e econômica tem somente uma alternativa: o investimento em políticas públicas voltadas para o desenvolvimento educativo no país, sobretudo da implementação de disciplinas que abordem as questões sobre diversidade, pluralidade e gênero.

Mas isso é somente a ponta do iceberg. Ou seja, a solução não é deixar o país, mas lutar para a melhoria do nosso Brasil, que se deparou com o iceberg e quer mudar o curso. A frase “salve-se quem puder” deve ser mudada para “salvemos o nosso país todos juntos”.

Equipe Folhetim de Minas


Editorial de revista
Neste mês de natal, celebramos o nascimento do menino Jesus. Nada melhor que reunir a família e curtir esse momento tão especial de encontro, amor, compreensão e tolerância.

Por conta disso, a revista feminina nesse mês apresenta um artigo sobre a “Origem e História do Natal”, além de oferecer dicas de presentes natalinos para toda a família.

Ademais, você não deve perder as novidades sobre a moda nesse verão e, ainda, ficar alerta no artigo sobre os “Melhores Concelhos para Economizar”.

Para além disso, apresentamos diversas dicas de viagem para esse final de ano em todas as regiões do Brasil e muitas receitas natalinas práticas, rápidas e fáceis de preparar.

Aproveite o final do ano para se divertir com toda a família e amigos e não se esqueça que o espírito de natal deverá ser aproveitado para nos tornar pessoas cada vez melhores.

Encha seu coração de tudo que há de melhor: amor, alegria, compreensão, harmonia e tolerância.

Desejamos-lhes boa leitura e um feliz natal!

Equipe Revista Feminina

Características
Tal como vemos nos exemplos acima, as características dos editoriais jornalísticos que se destacam são:

Caráter objetivo e subjetivo
Linguagem simples e clara
Textos dissertativos-argumentativos
Temas da atualidade
Textos relativamente curtos



AVALIAÇÃO (SELEÇÃO DE INFORMAÇÕES) CAPÍTULO 22





Resumo

Introdução: O estudo discute a aproximação teórica existente entre as temáticas competência em informação e sua avaliação com a mediação da informação.

Objetivo: Expor, por meio da analogia entre as temáticas (competência em informação e sua avaliação e a mediação da informação), as similaridades entre estes processos a fim de proporcionar melhor compreensão para a aplicabilidade dos mesmos.

Metodologia: A pesquisa é de natureza qualitativa e tem caráter bibliográfico.

Resultados: Como resultados, verificou-se que a competência em informação é uma ação de interferência, assim como a mediação da informação, pois ambas preocupam-se com a formação de um cidadão crítico e reflexivo frente o mundo informacional. A avaliação da competência em informação é uma forma de verificar se a apropriação da informação foi internalizada pelas pessoas.

Conclusões: O desenvolvimento da competência em informação e sua avaliação sob a ótica da mediação da informação são ações de interferência que propiciam a construção do conhecimento crítico e reflexivo nas pessoas para a internalização de atitudes pró-ativas para o acesso e uso da informação de forma inteligente na sociedade contemporânea.



RESENHA CRÍTICA (CAPÍTULO 21)



Toda resenha é a descrição de um objeto (seja um obra literária, um filme ou uma apresentação artística) e seu papel é justamente apresentar o tema analisado. Trata-se, portanto, de um texto de informação e de opinião.

Ela é um pequeno resumo no qual propõe a exposição de ideias, agregado ao juízo de valor do autor, ou seja, sob a ótica do emissor.

Elaboração da Resenha Crítica: Passo a Passo
A resenha é uma análise interpretativa e, por isso, faz-se necessário atentar ao tema que será discorrido e, além disso, as considerações pessoais sobre o objeto analisado.

Assim, se a resenha será de uma peça de teatro é muito importante que você vá assisti-la e crie seu próprio juízo de valor a respeito do tema.

Da mesma forma, se a tarefa for fazer uma resenha crítica de um livro, faz-se necessário a leitura e uma análise sobre a obra.

Para produzirmos uma resenha devemos seguir os seguintes passos:

Escolha do tema a ser analisado;
Aprofundamento e contextualização do tema;
Argumentação e criação de um juízo de valor ou opinião pessoal sobre o tema.
No último tópico, observe que não precisamente o discurso aparecerá em primeira pessoa (eu), mais comum, aparecer em terceira pessoa (ele, ela, você).

Outros elementos importantes para a elaboração de uma resenha crítica são: conhecimento sobre o autor e sua obra bem como a relação com outros textos, conceitos e autores.

Dessa forma, vale ressaltar que quanto mais o resenhista amplia os conhecimentos que envolvem o tema, a resenha ficará muito melhor.

A resenha segue o modelo dos textos dissertativos-argumentativos, ou seja, introdução, desenvolvimento e conclusão. Contudo, é um texto flexível e pode não seguir essa regra.

Destaca-se que, quando uma resenha crítica é feita de uma obra, deve-se colocar a referência bibliográfica e as informações sobre o autor.

Entenda mais em Bibliografia.

Tipos de Resenha
Segundo sua finalidade, a resenha pode apresentar duas modalidades:

Resenha-resumo: caracterizado por ser um texto informativo e descritivo o qual sintetiza os aspectos e os pontos mais relevantes do objeto analisado.
Resenha-crítica: clém de sintetizar as ideias principais do objeto, a resenha crítica é marcada pelo juízo de valor do resenhista.
Exemplo de Resenha Crítica
Segue abaixo uma resenha crítica do livro o “Menino Maluquinho” (1980), do escritor Ziraldo Alves Pinto.

Quem nunca ouviu falar do menino que ‘tinha ventos nos pés’, o ‘olho maior que a barriga’, ‘fogo no rabo’, ‘umas pernas enormes (que davam para abraçar o mundo)’ e que ‘chorava escondido se tinha tristezas’?

É assim, que caracterizamos um dos personagens de Ziraldo que com mais de 30 anos de existência, corrobora sua atemporalidade.

“O Menino Maluquinho”, lançado em 1980 pelo escritor e cartunista Ziraldo, é um clássico da literatura e que continua conquistando o universo infanto-juvenil.

Em entrevista ao Diário Catarinense (2011), Ziraldo afirma que a ideia de criar o menino maluquinho surgiu de considerações e observações pessoais:

“Eu já tinha visto o que tinha acontecido com meninos felizes e infelizes. Os felizes viraram adultos mais bem resolvidos. Os infelizes e desamados, ficaram adultos mais sofridos.”

No tocante ao uso da inocência e da simplicidade, muitas obras de artes nos leva a recordar da célebre frase de Leonardo da Vinci quando nos alerta que:

“A simplicidade é o último grau de sofisticação”.

No livro o “Menino Maluquinho”, isso não é diferente e se torna claro, no momento em que iniciamos a leitura. De partida, já nos familiarizamos com seus desenhos naif, sua linguagem simples, ‘nada de especial’, diriam alguns, ‘tudo de essencial’, afirmariam outros.

Assim, o essencial e o especial se mesclam numa narrativa fluida, simples e familiar. Isso porque a obra trata de aspectos do cotidiano, da simplicidade dos momentos, de um menino travesso com uma felicidade contagiante.

Interessante notar que o sucesso da obra não fora passageiro e seu reconhecimento implicou no aumento considerável do número de vendas e edições ao longo desse anos.

E, se pensarmos assim, já temos certeza que esse ‘personagem lendário’ adquiriu uma posição de destaque, já que é considerada uma das maiores obras infanto-juvenis do Brasil.

Atualmente, ela é utilizada nas escolas como ferramenta de acesso e, ainda, para disseminar o gosto pela leitura.


Além disso, a obra foi adaptada para cinema, série televisiva e desenho animado, expandindo ainda mais os corriqueiros momentos de travessuras desse menino tão maluquinho.

Nesse momento, surgem as perguntas: o que torna uma obra literária parte do imaginário de um povo? Como adquire uma posição de destaque?

Para responder essas questões, podemos pensar na psicologia e pressupor uma identificação da personagem com sua personalidade. Ou ainda, percorrer os caminhos da linguística pra explicar que uma linguagem simples e cheia de significados absorve a atenção do público. Entretanto, aqui, a ideia não é esta!

Após a leitura, fica claro é que, com uma linguagem e uma narrativa simples, Ziraldo conseguiu transmitir ao público, a trajetória e os momentos quase universais de uma infância feliz.

Talvez por isso, houve durante essas décadas, enorme aceitação do público. Essa obra vendeu cerca de 2,5 milhões de exemplares ao mesmo tempo que acompanhou nossa era digital.

Assim, hoje encontramos sites do menino maluquinho, com vídeos, jogos, quadrinhos, dentre outros.

“E, como todo mundo, o menino maluquinho cresceu (...) E foi aí que todo mundo descobriu que ele não tinha sido um menino maluquinho ele tinha sido era um menino feliz!”.

A simplicidade com que o livro termina, nos leva a pensar que, como toda criança travessa, sua infância e trajetória de vida está repleta de acontecimentos tão ‘humanos’.

Destacam-se: fazer travessuras, ter inquietudes, se apaixonar, brincar com os familiares, tirar nota baixa na escola, ter bons amigos, algumas namoradas, segredos, jogar futebol, empinar pipa, se machucar, ter decepções e alegrias...

Todos os acontecimentos que resumem uma vida simples e feliz e que o tornam esse ‘cara legal’, são desvendadas pelo próprio Ziraldo no final da estória.

O maluquinho revela diante das coisas boas e nem tão boas da vida, que consegue sorrir e ter princípios e valores.

Segundo o poeta e filósofo estadunidense Henry Thoreau (1817-1862): “Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro”.

Pra mim, essa frase faz sentido na medida em que meu encontro com o “Menino Maluquinho”, foi de extrema identificação, percepção, magia, catarse.

‘Devorei’ a obra nos espaçosos corredores de uma feira de livros na década de 90 na cidade de São Paulo. Eu tinha 8 anos.

Naquele momento inebriada com o cheiro de livros, luzes coloridas e brilhantes, vozes em verso e prosa e as mãos dadas ao papai, que eu iria crescer, igual o menino maluquinho.

Assim, o meu novo desafio a partir daí foi a busca para me tornar aquele ‘cara legal’ descrito por Ziraldo.

Afinal, ‘ventos nos pés’, vontade de 'abraçar o mundo' e 'imaginação' eu já tinha, e bastante.
para saber mais:



quarta-feira, 25 de abril de 2018

CARTA DE SOLICITAÇÃO (CAPÍTULO 20)





A carta de solicitação faz parte das cartas comerciais e deverá possuir: timbre da empresa, iniciais do departamento, número da carta, local e data, destinatário, referência, assunto, saudação, corpo do texto, despedida e assinatura.

O objetivo desse tipo de carta, como o próprio nome já diz, é fazer um pedido (solicitar algo) ao destinatário.

Veja um exemplo:



Timbre da empresa
Dep. de vendas
Nº 02/09


Ao Diretor do Dep.de Faturamento
João Esleveriano da Costa


Recife, _____ de fevereiro de 2009.


Prezado Senhor,
Solicito a esse departamento, do qual V.Sª. é diretor, que tenha a gentileza de enviar-me a tabela de faturamento do último mês, a fim de que possamos conferir algumas vendas realizadas.

Antecipo-lhe meus agradecimentos, certo de que serei prontamente atendido, dada a eficiência desta seção.

Subscrevo-me.


Cordialmente,

Antonie Bernardo da Luz.
Chefe do departamento de vendas.



Há alguns sinônimos que podem ser utilizados: estimado senhor, peço-lhe o obséquio de, peço-lhe a gentileza, solicito a V.Sª. a especial fineza de, informar-me, comunicar-me, desde já, apresento-lhe meus agradecimentos, antecipadamente grato, me firmo.

Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras




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