sexta-feira, 19 de maio de 2023

A PARTIDA

 

AVLPL – ACADEMIA VIRTUAL DE LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA

Acadêmico Imortal: José Carlos de Arruda

Cadeira: 01

Patrono: J. G. de Araújo Jorge

Postagem Extra para “Dia das Mães”: 13/05/2023

 

A PARTIDA

 

In memorium

15 de junho de 2008


               Minha querida madrinha, aqui estou diante do seu corpo para dizer a senhora, que hoje, fiz questão de ser o primeiro a chegar para que pudesse diante de vós admira-la pela última vez. E corajosamente olhar bem no fundo da sua alma e convicto da minha condição de encarnado suplicar que me perdoe por todos os meus erros, pelas imperfeições que a matéria aqui na vida terrena é capaz de produzir. É a senhora sabe, nós somos tão pequenos que nem percebemos o quanto um filho causa tristeza a sua mãe quando a magoa, mesmo que esta mágoa tenha sido causada involuntariamente. É muito dolorido, mas só se percebe estas nuances quem tem um pouco de sensibilidade.

 Minha madrinha, tanto eu tinha para lhe dizer, mas a falta de coragem juntamente com o orgulho me impediram de fazê-lo. Queria tê-la dito tudo isso enquanto a senhora estava entre nós. Não faço isso somente por fazer, mas para que me sinta mais leve e para que a senhora possa ¨partir¨ em paz. Perdão por tudo de mau que te causei, hoje tenho certeza que não fiz por mau. Perdão pela palavra áspera que te feriu como um espinho fere a flor.

Perdão pela ignorância de não tê-la compreendido na magnitude que o teu coração merecia. Perdão por tudo de errado que fiz ao longo de nossa convivência. Gostaria de tê-la abraçado e de beijar-te suavemente a face como o fiz diversas vezes e de tomar a sua bênção também. Nunca deixei de reconhecer-te como a melhor madrinha do mundo, e que tudo fez de possível e impossível para me ajudar.

Sei que nesta hora de dor nem sempre podemos mostrar todas as vertentes de nossas palavras nem de nossos sentimentos, porém não custa tentar. E, nesta tentativa de recuperar o tempo perdido, o tempo que queria dizer e não disse, aqui estou, diante de vosso corpo inerte, mas o espírito certamente me ouvindo e me entendendo. Nesta sala fria que deixa o silêncio doer de tão sério, neste vento que sopra do lado de fora fazendo o véu que encobre o teu rosto sereno levemente se mexer e dobrar-se caprichosamente sobre corpo coberto de flores, e que te peço encarecidamente, perdão mais uma vez, e que em sua caminhada por sua nova vida nunca deixe desamparado o teu filho que nunca irá te esquecer.

 Após a oração, feita ainda na sala do velório e depois que o caixão desceu a escada para ser conduzido, quando caminhávamos por entre as árvores e os mistérios que cercam todo campo santo uma ventania se fez sentir e logo podemos observar uma quantidade de folhas pelo chão. Descanse em paz e faça-se escrito o seu nome por toda a eternidade. Lúcia Helena, minha madrinha, mãe, titia, amiga, conselheira, tudo.



 

JOSÉ CARLOS DE ARRUDA

Professor e Escritor

 

Rio de Janeiro/RJ -  Brasil

Direitos Reservados, Lei 9.610 de 19/02/1998

(conforme artigos 28 e 29).

quinta-feira, 18 de maio de 2023

PAZ NO MUNDO E FELICIDADE NO CORAÇÃO

 

AVLPL – ACADEMIA VIRTUAL DE LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA

Acadêmico Imortal: José Carlos de Arruda

Cadeira: 01

Patrono: J. G. de Araújo Jorge

Postagem Oficial de: 09/05/2023

 

PAZ NO MUNDO E FELICIDADE NO CORAÇÃO

 

 

 

 

Em todos os cantos do mundo

O poder destas palavras

Serão ouvidas e acatadas.

Nosso Pai Maior cubra a todos

Com o seu manto sagrado.

 

 

A felicidade humana não é pessoal

Muito além do ser “pequeno” que somos.

Senhor dê entendimento a cada um de nós

Para que possamos entender com o coração

A felicidade em sua plenitude.

 

JOSÉ CARLOS DE ARRUDA

Professor e Escritor

 

Rio de Janeiro/RJ -  Brasil

Direitos Reservados, Lei 9.610 de 19/02/1998

(conforme artigos 28 e 29).


#esperança - #amor  -  #acredite


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

NO ÔNIBUS

 

AVLPL – ACADEMIA VIRTUAL DE LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA

Acadêmico Imortal: José Carlos de Arruda

Cadeira: 01

Patrono: J. G. de Araújo Jorge

Postagem Oficial de:06/02/2023

NO ÔNIBUS

Teria tudo para ser um dia normal, e normal que digo é aquele dia que você sai a rua para fazer alguma coisa não necessariamente alguma coisa diferente. E assim ocorreu. Estava andando de ônibus quando num certo ponto entrou pela porta traseira do ônibus uma pessoa moradora de rua e pedindo ajuda, pedindo dinheiro, para  que pudesse aliviar o seu sofrimento, o seu infortúnio.  Quando chegou perto de mim eu olhei nos olhos dessa pessoa e pude perceber  o quanto de dor e tristeza havia em seu olhar. Era uma pessoa com deficiência física cadeirante auxiliado por uma cadeira de rodas que ficou no ônibus e ele se locomovendo pelo chão do ônibus pedindo um trocado. Pensei como essa pessoa está vivendo no seu dia a dia? Qual o grau de sofrimento na mente desse ser humano. É muito triste. Ele falando dos seus problemas e tal. como de costume com cabelo encaracolado poderia ser um simples pedinte mas, tinha  um olhar que tudo dizia. Para dizer melhor eu imaginei,  imagino sempre por que as pessoas reclamam no seu dia dos seus problemas e passa os dias continuam falando as mesmas coisas das mesmas reclamações os mesmos descontentamentos. Como seria a vida de cada um de nós se algum de nós fossemos aquela pessoa? Como seria?  Nem raciocínio lógico teríamos para analisar o que verdadeiramente estaria sentindo hoje então no seu dia nesse momento.

 

JOSÉ CARLOS DE ARRUDA

Professor e Escritor

 

Rio de Janeiro/RJ -  Brasil

Direitos Reservados, Lei 9.610 de 19/02/1998

(conforme artigos 28 e 29).

quinta-feira, 7 de abril de 2022

OS SERES

 

 

AVLPL – ACADEMIA VIRTUAL DE LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA

 

Acadêmico Imortal: José Carlos de Arruda

 

Cadeira: 01

 

Patrono: J.G. de Araújo Jorge

 

Postagem Oficial de: 04/04/2022

 

OS “SERES”

 

 

Os fantasmas deixam cair objetos pelo chão.

Nada assustador, só preocupante.

Pessoas e os animais da casa no seu cotidiano,

eles, os seres, espreitam tudo

(também não sabem, o “por que” das coisas).

Essa convivência, não entendo!

Um vento frio cortante

entre nós.

O menino tropeça em uma vassoura

não estava aqui, diz ele.

A velha senhora sabe

mas se cala.

Com o passar do tempo

ele vai entender, sorrindo sarcasticamente.

Mais um dia se passou

e tudo voltou ao normal.

 

 

 

Prof. Dr.h.c. JOSÉ CARLOS DE ARRUDA

Rio de Janeiro/RJ -  Brasil

Direitos Reservados, Lei 9.610 de 19/02/1998

(conforme artigos 28 e 29).

 

 


sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

CLIPO 2022


O Centro Cultural Brasil-México da Embaixada do Brasil no México convida para a apresentação de propostas ao Colóquio sobre Língua Portuguesa, Literaturas e Culturas — CLIPO 2022, a ter lugar nos dias 28, 29 e 30 de março de 2022, subordinado ao tema: Além da norma, do cânone e do estereótipo. O evento será realizado na modalidade virtual e haverá publicação de atas

O objetivo do Colóquio é reunir reflexões sobre a relação existente entre a língua portuguesa, suas literaturas e suas identidades, especificamente no contexto de ensino do português a falantes de outras línguas (PFOL) e da difusão linguística e cultural do português em países-alvo das políticas culturais brasileira, portuguesa e africana. No eixo linguístico, são de especial interesse os usos da língua não canônicos e as falas coloquiais bem como as participações que contribuam à apresentação do português desde diferentes polos geográficos, com ênfase na natureza pluricêntrica do idioma. No eixo literário, pretendem-se destacar as literaturas periféricas, emergentes, de raiz afro-brasileira, de autores indígenas e/ou em contextos migratórios. No eixo cultural, o debate abordará temas como identidade, estereótipo e interculturalidade.


Mais informações: https://academicoccbm.wixsite.com/clipo2022




quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

ILUSÃO DE AMOR

  


 

 

De tanto bater nos

espinhos da rosa,

ficou machucado.

Viu só beleza.

Pensou que era fácil.

Não soube analisar.

Encantou-se

Por devaneios.

E hoje

Pôs-se a chorar.


 

JOSÉ CARLOS DE ARRUDA

RIO DE JANEIRO – RJ - BRASIL

Direitos Reservados, Lei 9610 de 1998.

 


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