quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

SINTAXE (EMPREGO DO ADJETIVO) CAPÍTULO 20



Adjetivo é a classe de palavras encarregada de atribuir características aos substantivos, ou seja, ele indica suas qualidades e estados.

Os adjetivos são termos que variam em gênero (feminino e masculino), número (singular e plural) e grau (comparativo e superlativo), sendo classificados em: simples, composto, primitivo e derivado.

Tipos de Adjetivos
Adjetivo Simples - apresenta somente um radical. Exemplos: pobre, magro, triste.
Adjetivo Composto - apresenta mais de um radical. Exemplos: luso-brasileiro, superinteressante.
Adjetivo Primitivo - palavra que dá origem a outros adjetivos. Exemplos: bom, alegre, puro.
Adjetivo Derivado - palavras que derivam de substantivos ou verbos. Exemplos: escultor (verbo esculpir), formoso (substantivo formosura).
Saiba mais sobre os tipos de adjetivos nos artigos:

Adjetivo Simples
Adjetivo Composto
Adjetivos Primitivos e Derivados
Gênero dos Adjetivos
Adjetivos Uniformes - apresentam uma forma para os dois gêneros (feminino e masculino). Exemplo: feliz.

Adjetivos Biformes - a forma varia conforme o gênero (masculino e feminino). Exemplo: carinhoso, carinhosa.

Número dos Adjetivos
Os adjetivos podem estar no singular ou no plural, concordando com o número do substantivo a que se referem. Assim, a sua formação se assemelha à dos substantivos.

Conheça as regras em Flexão dos Adjetivos.

Grau dos Adjetivos
Quanto ao grau, os adjetivos são classificados em:

Comparativo: utilizado para comparar qualidades.
Superlativo: utilizado para intensificar qualidades.
Grau Comparativo
Comparativo de Igualdade - O professor de matemática é tão bom quanto o de geografia.
Comparativo de Superioridade - Marta é mais habilidosa do que a Patrícia.
Comparativo de Inferioridade - João é menos feliz que Pablo.
Grau Superlativo
Superlativo Absoluto:

Analítico - A moça é extremamente organizada.
Sintético - Luiz é inteligentíssimo.
Superlativo Relativo de:

Superioridade - A menina é a mais inteligente da turma.
Inferioridade - O garoto é o menos esperto da classe.
Saiba tudo sobre a formação dos graus comparativos e superlativo em: Grau dos Adjetivos.


Adjetivos Pátrios
Chamados também de "adjetivos gentílicos", os adjetivos pátrios indicam o local de origem ou nacionalidade da pessoa, por exemplo: brasileiro, carioca, paulista, europeu, espanhol.

Locução Adjetiva
A locução adjetiva é o conjunto de duas ou mais palavras que possuem valor de adjetivo. Exemplos:

Amor de mãe - Amor maternal
Doença de boca - doença bucal

Pronome Adjetivo
Os pronomes adjetivos são aqueles em que o pronome exerce a função de adjetivo. Surgem acompanhados do substantivo, modificando-os. Exemplos:

Este livro é muito bom. (acompanha o substantivo livro)
Aquela é a empresa onde ele trabalha. (acompanha o substantivo empresa)


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

SINTAXE (EMPREGO DO ARTIGO) CAPÍTULO 19








O artigo é uma palavra que se antepõe ao substantivo para determiná-lo. É a sua marca. Em razão disso, fica substantivada, qualquer palavra que venha precedida de artigo: Diga-me um sim, ou um não.

●   É um falar que não tem fim. / O aqui e o agora.

Os artigos dividem-se em: definidos (o, a, os, as) e indefinidos (um, uns, uma, umas). Dito isso, vamos aos casos em que não devemos usar o artigo:
  
Não Se Usa O Artigo Definido:

Em Provérbios e Comparações:

●   Cão que ladra não morde (e não: O cão...).

●   Amor com amor se paga (e não: O Amor...).

●   Amor e tosse na dá para esconder (e não: O Amor e a tosse...).

Depois de Cujo e o Substantivo Imediato:

●   Era o homem cujo pai procurávamos (e não: cujo o pai...).

●   Há animais cujo pelo é liso (e não: cujo o pelo...).

●   Este é o homem cujo amigo desapareceu (e não: cujo o amigo).

Antes de Palavras que Designam Matérias de Estudo, usadas com os verbos ensinar, aprender, estudar e equivalentes:

●   Estudava Literatura (e não: a Literatura...).

●   Lecionava Português (e não: o Português...).

●   Já não se estuda Latim nas escolas (e não: o Latim).

Antes de Nomes de Sentido Generalizado - isto é, antes de substantivos usados de uma maneira geral:

●   Amor é sacrifício (e não: O Amor...).

●   Avareza não é economia (e não: A Avareza).

●   Escrever certo é difícil (e não: O Escrever).

●   Sal, pimenta e açúcar devem ser usados em quantidades moderadas.

Antes de Palavras que se Referem à Mesma Pessoa: Diretor da empresa e funcionário público (e não: O diretor e o funcionário).

Antes de Pronomes Tratamento:

●   Sua Alteza casou com Dona Teresa Cristina (e não: A Sua, a Dona).

●   Espero não ter interrompido Vossa Excelência (e não: A Vossa).

Mas, atenção: senhor, senhora e senhorita são exceções e admitem artigo:

●   Falei com a senhorita Ana. / O senhor João morreu ontem.

Porém, não quando nos dirigimos à própria pessoa: Adeus, senhor Antônio.

Antes dos Adjetivos São, Santo e Santa, quando acompanhados de nome próprio, assim como Nosso Senhor e Nossa Senhora:

●   Santo Antônio é seu padroeiro e confidente (e não: O Santo...).

Antes de Pronome Possessivo usado em expressões com o valor de alguns: Quem não tem suas (algumas) dificuldades? (e não: as suas...)

Com Nomes Próprios de Pessoas Usados Por Inteiro (famosos ou não): João Figueiredo pediu para ser esquecido.

Observações:

Com nomes de pessoas, geralmente, não se usa artigo:

●   Lígia não compareceu à cerimônia (e não: A Lígia).

Porém, na linguagem coloquial de alguns Estados brasileiros, é freqüente a anteposição de artigo a nomes de pessoas, a fim de indicar afetividade ou familiaridade: O Édson é meu irmão. / A Sandra não quis sair comigo.

Antes da Palavra Casa e Terra, quando casa designa "moradia" de quem fala e terra "chão firme":

●   Eles estavam em casa. (e não: estavam na casa)

●   Voltou para casa mais tarde do que de hábito. (e não: para a casa)

●   Os marinheiros permaneciam em terra. (chão firme)

Mas, atenção: usa-se o artigo com casa quando não usada na acepção de moradia, ou particularizada (o mesmo com terra):

●   Ele estava na casa [do amigo]. (uma casa específica)

●   Voltou para a casa dos pais. (uma casa específica)

●   Os marinheiros permaneceram na terra [dos anões].

Antes de Outro em sentido indeterminado:

●   Uns estavam atentos, outros não. (e não: os outros...)

●   Um entrou no banco, outro no carro. (e não: o outro...)

Mas se determinado use o artigo: Fiquem dois aqui, os outros podem ir.

Com Ambos (ambas) é obrigatório o emprego do artigo definido. Coloque-o entre o numeral ambos e o substantivo a que se refere:

●   O juiz solicitou a presença de ambos os cônjuges.

●   Ambas as partes chegaram a um acordo.

Com Cujo (e flexões) não usamos artigo:

●   Este é o homem cujo amigo desapareceu. [e não; cujo o amigo.]

●   Este é o autor cuja obra conheço.

Não se combina com preposição o artigo que faz parte do nome de revistas, jornais e obras literárias:

●   Li a notícia em O Estado de São Paulo. (e não: no Estado.)

●    A notícia foi publicada em O Globo. (e não: no Globo.)


SINTAXE (EMPREGO DO SUBSTANTIVO) CAPÍTULO 18






Explicitando os conhecimentos de que dispomos acerca de Morfologia, sobretudo dando ênfase em uma das classes gramaticais – o substantivo, nomeamo-lo como o termo que dá nome aos seres. Trata-se de uma definição considerada básica, visto ser essa apreensão adquirida desde as séries iniciais. Todavia, não menos importante do que estarmos cientes dos aspectos morfológicos, faz-se necessário tomarmos consciência daqueles pormenores resultantes dos estudos sintáticos, haja vista ser a sintaxe a parte da gramática que é responsável pela relação que se estabelece entre as palavras em se tratando de um dado enunciado linguístico.

Dessa forma, falaremos um pouco mais sobre ele – o substantivo, tendo em vista a função sintática que ele exerce em qualquer um dos termos da oração, ou seja, os essenciais, integrantes e acessórios. Cabe ressaltar, portanto, que tal função é desempenhada por atuar como núcleo desses termos. Assim, com base em tal ocorrência linguística, vamos conferir como se materializam esses casos, visto aqui de modo particular:

Termos essenciais

# Núcleo do sujeito:

Os alunos entraram enfileirados.

# Núcleo do predicado nominal, ora atuando como predicativo do sujeito:

Ela parecia uma garota.

# Núcleo do predicado verbo-nominal:

a)      Ora atuando como predicativo do sujeito:

Os bombeiros foram aclamados salvaguardas.

b)      Ora atuando como predicativo do objeto:

Conceberam–na uma pessoa batalhadora.

Termos integrantes

# Núcleo do objeto direto:

Os professores entregaram os livros.

# Núcleo do objeto indireto:

Os professores entregaram os livros aos alunos.

# Núcleo do agente da passiva:

O livro foi lido pelos alunos.

Termos acessórios

# Núcleo do adjunto adnominal, constituído por uma locução adjetiva:

Precisa de carinho de mãe.

# Núcleo do adjunto adverbial, uma vez constituído por uma expressão adverbial:

Iremos ao cinema.

# Núcleo do aposto:

Paulo, aquele fiel amigo, mudou-se para São Paulo


sábado, 16 de dezembro de 2017

SINTAXE (TEORIA GERAL DA FRASE E SUA ANÁLISE) CAPÍTULO 17



A análise sintática é a parte da gramática que estuda a função e a ligação de cada elemento que forma um período.

Há também a análise morfológica. Essa é a parte da gramática que estuda individualmente cada elemento que forma um enunciado linguístico, ou seja, independentemente da sua função.

A análise morfossintática, por sua vez, analisa os elementos do mesmo enunciado linguístico sintática e morfologicamente.

Termos da oração

A oração é dividida de acordo com a função que exerce. Essa divisão é feita através de termos, os quais podem ser essenciais, integrantes ou acessórios.

Termos Essenciais da Oração

Os termos essenciais são os termos básicos, que geralmente formam uma oração. Trata-se do sujeito e do predicado. Vale lembrar que nem sempre a oração tem sujeito.

Sujeito

O sujeito é alguém ou alguma coisa sobre a qual é dada uma informação. O núcleo do sujeito é a palavra que tem mais importância, é o principal termo contido no sujeito.

Exemplos:

Uma pessoa ligou, mas não quis se identificar. (pessoa é o núcleo do sujeito Uma pessoa)
O casal saiu para jantar. (casal é o núcleo do sujeito O casal)
O sujeito pode ser:

Determinado quando é identificado na oração ou Indeterminado quando não é possível identificá-lo, por exemplo, se o verbo não se refere a alguém determinado na oração.

Os sujeitos determinados, por sua vez, se dividem em:

Simples quando tiver apenas um núcleo.
ou
Composto quando tiver dois ou mais núcleos.

Nem sempre o sujeito está expresso na oração. Quando isso acontece, estamos diante do sujeito oculto, elíptico ou desinencial.

Exemplos:

Está um calor! (oração sem sujeito)
Estão chamando aí à porta. (sujeito indeterminado)
A Ana acabou de chegar. (sujeito simples)
Caderno, lápis e borracha estão na mochila. (sujeito composto)
Agi conforme suas orientações. (sujeito oculto: eu)
Predicado
O predicado é a informação que se dá sobre o sujeito. Ao identificar o sujeito da oração, todo o resto faz parte do predicado.

Predicação Verbal
Verbos Intransitivos
Os verbos intransitivos não necessitam de complemento porque têm sentido completo.

Verbos Transitivos
Os verbos transitivos necessitam de complemento porque não têm sentido completo.

Exemplos:

Acordei! (verbo intransitivo)
O velhinho morreu ontem. (verbo intransitivo)
Vou preparar o jantar. (verbo transitivo)
O velhinho contou uma história. (verbo transitivo)
Verbos de Ligação
Os verbos de ligação não indicam uma ação, mas sim uma forma de estar.

Exemplos:

Esta matéria é extensa.
O estudante está com atenção.
O Predicativo do sujeito e o Predicativo do objeto são complementos que informam algo ou atribuem uma característica a respeito do sujeito ou do objeto. Esse complemento pode seguir (ou não) um verbo de ligação.

Exemplos:

Esta matéria é extensa. (extensa=predicativo do sujeito)
O rapaz brigou e deixou a namorada infeliz. (infeliz=predicativo do objeto)
Termos Integrantes da Oração
Complemento Verbal
Os complementos verbais são os termos utilizados para completar o sentido dos verbos transitivos.
Assim, os verbos transitivos subdividem-se em:

Transitivos Diretos – exigem complemento sem preposição obrigatória (Objeto Direto).
Transitivos Indiretos – exigem complemento com preposição (Objeto Indireto).
Transitivos Diretos e Indiretos - exigem dois complementos, um sem e um com preposição. (Objeto Direto e Indireto).
Exemplos:

Ganhei flores. (verbo transitivo direto)
Preciso de um bom café. (verbo transitivo indireto)
Ganhei flores do João. (verbo transitivo direto e indireto)
Complemento Nominal
O complemento nominal é o termo utilizado para completar o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio).

Exemplos:

Os idosos têm necessidade de afeto.
A professora estava orgulhosa dos seus alunos.
Agente da Passiva
Agente da passiva é o termo que indica quem executa a ação, na voz passiva e vem sempre seguido de preposição.

Exemplos:

O bolo foi feito por mim. (por mim é o agente da passiva. Na voz ativa a oração seria: Eu fiz o bolo.)
Os índios foram catequizados pelos jesuítas. (pelos jesuítas é o agente da passiva. Na voz ativa a oração seria: Os jesuítas catequizaram os índios.)
Termos Acessórios da Oração
Os termos acessórios são os termos dispensáveis e são utilizados para determinar, caracterizar, explicar ou intensificar.

Adjunto Adnominal – caracteriza um substantivo, agente da ação, através de adjetivos, artigos, numerais, pronomes ou locuções adjetivas.

Exemplos:

O homem educado cedeu a sua cadeira à senhora de idade. (educado, sua, de idade = adjunto adnominal)
A economia do Brasil vai de vento em popa. (do Brasil = adjunto adnominal)
Adjunto Adverbial – se refere a um verbo ou a um advérbio e indica uma circunstância.

Exemplos:

Canta lindamente. (lindamente = adjunto adverbial)
Cheguei cedo. Vim de bicicleta. (cedo e de bicicleta = adjunto adverbial)
Aposto - tem a função de explicar um substantivo.

Exemplos:

Sábado, dia sete, não haverá aula de música. (dia sete = aposto)
O melhor do carnaval: alegria e disfarce das crianças. (alegria e disfarce das crianças = aposto)
Leia Função Sintática.

Agora que você já sabe tudo sobre Análise Sintática, aprenda também Análise Morfológica e Análise Morfossintática.

Exercícios
Vamos pôr em prática o conteúdo estudado acima e analisar sintaticamente os enunciados abaixo:

1. Falam muito mal dela, agora fingem-se seus amigos fiéis.


Aqui temos um período formado por duas orações:
1.ª oração: Falam muito mal dela,
2.ª oração: agora fingem-se seus amigos fiéis.
Portanto, trata-se de um período composto.

O sujeito é indeterminado nas duas orações. Não se pode ou não se quer identificar o sujeito sobre o qual estão sendo dadas as informações: Falam (quem?), fingem-se (quem?)

Vamos analisar a função de cada elemento do predicado da 1.ª oração:

Falam (o que ou sobre o que falam?) – uma vez que precisa de complemento, estamos diante de um verbo transitivo.
muito mal – são adjuntos adverbiais. Muito, de intensidade e mal, de modo.
dela – uma vez que complemente o sentido de um advérbio, trata-se de complemento nominal.
Agora, vamos analisar a função de cada elemento do predicado da 2.ª oração:

Fingem-se (do que fingem-se?) – uma vez que precisa de complemento, estamos diante de um verbo transitivo.
seus amigos – o sentido é completado sem a necessidade de preposição, logo o objeto é direto.
fiéis – caracteriza o substantivo amigos, logo é um adjunto adnominal.
2. As marchinhas, as cantadas por Carmem Miranda, eram maravilhosas.

Aqui temos um período simples. O enunciado é formado por apenas uma oração.

O sujeito é simples: As marchinhas. O núcleo do sujeito é marchinhas.

Vamos analisar a função de cada elemento do predicado:

as cantadas por Carmem Miranda – está identificando as marchinhas, assim, estamos diante de um aposto.
eram – uma vez que indica um estado, é um verbo de ligação
maravilhosas – uma vez que complementa o sujeito, estamos diante de um predicativo do sujeito.
3. Meu avô e minha avó morreram felizes.

Temos um período simples. O enunciado é formado por apenas uma oração.

O sujeito é composto: Meu avô e minha avó. O núcleo do sujeito é avô e avó.

Vamos analisar a função de cada elemento do predicado:

morreram – esse verbo tem sentido completo, por isso, é um verbo intransitivo.
felizes - uma vez que complementa o sujeito, estamos diante de um predicativo do sujeito.

Por: Márcia Fernandes
Licenciada em Letras




sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

MORFOLOGIA (FORMAÇÃO DE PALAVRAS) CAPÍTULO 16




Formação das Palavras

Existem dois processos básicos pelos quais se formam as palavras: a derivação e a composição. A diferença entre ambos consiste basicamente em que, no processo de derivação, partimos sempre de um único radical, enquanto no processo de composição sempre haverá mais de um radical.

Derivação

Derivação é o processo pelo qual se obtém uma palavra nova, chamada derivada, a partir de outra já existente, chamada primitiva. Observe o quadro abaixo:

Primitiva              Derivada
mar        marítimo, marinheiro, marujo
terra      enterrar, terreiro, aterrar

Observamos que "mar" e "terra" não se formam de nenhuma outra palavra, mas, ao contrário, possibilitam a formação de outras, por meio do acréscimo de um sufixo ou prefixo. Logo, mar e terra são palavras primitivas, e as demais, derivadas.

Tipos de Derivação

Derivação Prefixal ou Prefixação

Resulta do acréscimo de prefixo à palavra primitiva, que tem o seu significado alterado. Veja os exemplos:
crer- descrer
ler- reler
capaz- incapaz

Derivação Sufixal ou Sufixação

Resulta de acréscimo de sufixo à palavra primitiva, que pode sofrer alteração de significado ou mudança de classe gramatical.

Por Exemplo:

alfabetização

No exemplo acima, o sufixo -ção  transforma em substantivo o verbo alfabetizar. Este, por sua vez, já é derivado do substantivo alfabeto pelo acréscimo do sufixo -izar.

A derivação sufixal pode ser:

a) Nominal, formando substantivos e adjetivos.

Por Exemplo:

papel - papelaria
riso - risonho

b) Verbal, formando verbos.

Por Exemplo:

atual - atualizar

c) Adverbial, formando advérbios de modo.

Por Exemplo:

feliz - felizmente

Derivação Prefixal e Sufixal

Ocorre quando a palavra derivada resulta do acréscimo não simultâneo de prefixo e sufixo à palavra primitiva
.
Exemplos:

Palavra Inicial

Prefixo Radical  Sufixo   Palavra Formada

leal         des        leal         dade     deslealdade
feliz       in            feliz       mente  infelizmente

Note que a presença de apenas um desses afixos é suficiente para formar uma nova palavra, pois em nossa língua existem as palavras "desleal", "lealdade" e "infeliz", "felizmente".

Derivação Parassintética ou Parassíntese

Ocorre quando a palavra derivada resulta do acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo à palavra primitiva.

Considere, por exemplo, o adjetivo "triste". Do radical "trist-" formamos o verbo entristecer pela junção simultânea do prefixo  "en-" e do sufixo "-ecer". Note que a presença de apenas um desses afixos não é suficiente para formar uma nova palavra, pois em nossa língua não existem as palavras "entriste", nem "tristecer".

Exemplos:

Palavra Inicial

Prefixo Radical  Sufixo   Palavra Formada

mudo    e             mud      ecer       emudecer
alma      des        alm        ado        desalmado

Dica: para estabelecer a diferença entre derivação prefixal e sufixal e parassintética, basta retirar o prefixo ou sufixo da palavra na qual se tem dúvida. Feito isso, observe se a palavra que sobrou existe; caso isso aconteça, será derivação prefixal e sufixal. Caso contrário, será derivação parassintética.




quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

MORFOLOGIA (ESTRUTURA DAS PALAVRAS) CAPÍTULO 15



A estrutura das palavras está relacionada os elementos que compõem os vocábulos.

Ela abrange o estudo de diversos elementos mórficos (morfemas): raiz, radical, tema, afixos (prefixos, sufixos), desinências, vogal temática, vogal e consoante de ligação.

Lembre-se que os morfemas são as menores unidades de elementos que formam as palavras.

Vejamos abaixo as definição e exemplos de cada um deles:


Raiz


A raiz da palavra é o principal elemento de origem da palavra, ou seja, sua parte básica.

Ela abriga a significação do termo e pode sofrer alterações. As palavras que possuem a mesma família etimológica contém a mesma raiz, por exemplo.

carr- raiz nominal de carro
noc- raiz nominal de nocivo


Radical


O radical é o elemento base que serve de significado à palavra e que inclui a raiz. Ele não sofre alterações, ou seja, permanece igual sempre, por exemplo:

Ferro e ferrugem
Floricultura e Florista


Tema


O tema da palavra é um elemento formado pelo radical e a vogal temática. Por exemplo:

Estud-a
Romp-e
Part-i


Afixos


Os afixos são elementos complementares das palavras que se juntam a um radical e formam novas palavras.

São classificados em prefixos (aparecem antes do radical) e sufixos (aparecem depois do radical).

Exemplos:

Prefixo: infeliz
Sufixo: felizardo


Desinências

As desinências são morfemas acrescidos no final dos vocábulos e que indicam as flexões da palavra. Elas são classificadas:

·       Desinências verbais: indicam as flexões de número, pessoa, modo e tempo dos verbos.

·       Desinências nominais: indicam as flexões de gênero (masculino e feminino) e de número     (singular e plural) dos nomes.


Exemplos:

Desinência Nominal: menina - meninas (desinência nominal de número); garoto - garota (desinências nominais de gênero)

Desinência Verbal: eu como (desinência número pessoal do verbo "comer" que indica a 1.ª pessoa do singular do presente do indicativo).


Vogal Temática


A vogal temática é a vogal que se junta ao radical da palavra. Nos verbos temos três tipos de vogais temáticas segundo as conjugações verbais.

Assim, a vogal temática dos verbos da 1ª conjugação é o “a”. Os da 2ª conjugação é o “e”. E, os da 3ª conjugação é o “i”.


Exemplos:

Verbo amar (1ª conjugação)
Verbo vender (2ª conjugação)
Verbo sorrir (3ª conjugação)


Vogal de Ligação

As vogais de ligação são elementos incluídos nas palavras para facilitar a pronúncia. Por exemplo: maresia e bananeira.


Consoante de Ligação


Da mesma maneira, as consoantes de ligação são elementos incluídos aos vocábulos que auxiliam na pronúncia. Por exemplo: cafeteira e chaleira


para saber mais: https://www.todamateria.com.br/estrutura-das-palavras/






MORFOLOGIA (INTERJEIÇÃO) CAPÍTULO 14



 Por Ana Paula de Araújo


A interjeição ainda é considerada uma classe gramatical, apesar de alguns gramáticos discordarem, argumentando que a interjeição se dá muito mais pela semântica da palavra do que pela forma.

Sendo assim, por definição básica, a Interjeição é uma palavra (ou frase) invariável que expressa emoções, sentimentos, sensações. Ela não possui nenhuma relação sintática com o restante do período no qual se encontra, e pode ser compreendida sozinha, sem auxílio de nenhuma outra palavra ou frase.

Geralmente a interjeição é a expressão das emoções do próprio interlocutor, sendo, portanto, bastante estudada pela semântica e pela pragmática.

Vejamos exemplos de interjeições:

Ah, porque estou tão sozinho
Ah, porque tudo é tão triste
Ah, a beleza que existe
Tomara que você volte depressa
Ai, minhas costelas!
Bravo! Bravo!
Psiu! Não acordem as crianças.
Coitado, ficou sozinho novamente.
Vejamos também alguns exemplos de locuções interjeitivas, ou seja, expressões com valor de interjeição, que são formadas por duas ou mais palavras:

Se Deus quiser!
Valha-me Deus!
Nossa Senhora!
A interjeição muda de sentido conforme o contexto em que se encontra, dando margem, portanto, para que qualquer palavra possa se tornar uma interjeição, dependendo do uso feito pelo falante.

A gramática classifica as interjeições segundo os significados que elas apresentam, classificação esta que não é morfológica, mas semântica. Ainda há muitos estudos e questionamentos quanto a esta classificação, mas nas gramáticas tradicionais encontramos as interjeições classificadas desta forma. Vejamos:

Advertência: Cuidado!, Atenção!, Ah! não vá por aí!, alerta!, alto lá!, calma!, olha!, Fogo!
Admiração: Ah! que linda paisagem! , Oh! como o mar está bravo!, puxa!, nossa!, que coisa!, oh!, uh!, ué!, puxa!, uau!, gente!, céus!, uai!, (francês: ou la la)
Afugentamento: Xô!, Fora!, Passa!, rua!, toca!, arreda!, sai!, roda!, toca!, xô pra lá!
Agradecimento: graças a Deus!, obrigado!, obrigada!, agradecido!
Alegria: Ah!, Oba!, Viva!, olé!, eba!, uhu!, eh!, gol!, que bom!, iupi!
Alívio: Ufa!, Ah!, uf!, ainda bem!
Animação: Coragem!, Avante!, upa!, vamos!
Apelo: Alô!, hei!, olá!, psiu!, Socorro!
Aplauso: bis!, isso!, bravo!, viva!, apoiado!, fiufiu!, valeu!, hurra!, muito bem!, parabéns!
Aversão: Droga!
Cansaço: ufa!.
Chamamento: olá!, alô!, ô!, oi!, psiu!, psit!, ó!;
Desejo: Oxalá!, Tomara!, Se Deus quiser!, pudera!, queira Deus!, quem me dera!;
Desculpa: perdão! desculpe!, desculpa!, mal!, foi mal!
Despedida: adeus!, até logo!, tchau!
Dor: Ai!, Ui! Ai! que dor!
Dúvida: hum?, hem?, hã?
Espanto, surpresa: Meu Deus!, Nossa!, Puxa!, oh!, ah!, ih!, opa!, céus!, chi!, gente!, hein?!, uai!;
Medo: Oh!, Cruzes!, Credo!, Ui! que horror!, uh!, Jesus!, ai!, ai de mim!
Silêncio: Psiu!, Silêncio!, calado!, quieto!, bico fechado!;
Estímulo: eia!, avante!, firme!, toca!, ânimo!, adiante!, coragem!, firme!, força!, vamos!
Quase sempre as interjeições vem acompanhadas de um ponto de exclamação, que pode ser combinado com outros sinais de pontuação.

São geralmente consideradas “diferentes” das demais classes gramaticais, pelo fato de não assumirem função sintática, de terem uma difícil caracterização morfológica e de virem das mais diversas origens filológicas.

A análise do discurso sugere analisarmos as interjeições segundo o contexto no qual se apresentam, mas há outros fatores como a entonação e a mímica (o gesto do falante), que podem alterar o significado da mesma. Desta forma, considera-se a interjeição como polissêmica, ou seja, uma mesma interjeição pode possuir uma variação de sentido.

Fontes:
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/interjeicao-ah-psiu-tomara-cuidado-ai-ui.htm
http://www.infopedia.pt/$interjeicao
http://www.flip.pt/FLiP-On-line/Gramatica/Morfologia-Partes-do-discurso/Interjeicao.aspx
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf89.php
http://pt.wikipedia.org/wiki/Interjeição



para saber mais: https://www.infoescola.com/portugues/interjeicao/




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