Tendo interesse em algum tema coloquem aqui nos comentários para possíveis futuras aulas aqui. Grato a vocês meus seguidores.
Natural do Rio de Janeiro, o professor José Carlos de Arruda nasceu em 1957, graduou-se em Letras pela Faculdade Gama e Souza, com especialidade em português / literatura.
quarta-feira, 23 de junho de 2021
VERBOS
Márcia Fernandes
Professora licenciada em Letras
O verbo é a classe de palavras que exprime ação, estado, mudança de estado, fenômeno da natureza e possui inúmeras flexões, de modo que a sua conjugação é feita mediante as variações de pessoa, número, tempo, modo, voz e aspeto.
Estrutura do Verbo
O verbo é formado por três elementos:
1. Radical
O radical é a base. Nele está expresso o significado do verbo.
Exemplos: DISSERT- (dissert-ar), ESCLAREC- (esclarec-er), CONTRIBU- (contribu-ir).
Assim, tema = radical + vogal temática.
Exemplos: DISSERTA- (disserta-r), ESCLARECE- (esclarece-r), CONTRIBUI- (contribui-r).
1.ª conjugação abrange os verbos cuja vogal temática é A: argumentar, dançar, sambar.
2.ª conjugação abrange os verbos cuja vogal temática é E e O: escrever, ter, supor.
3.ª conjugação abrange os verbos cuja vogal temática é I: emitir, evoluir, ir.
Desinências modo-temporais quando indicam os modos e os tempos.
Desinências número-pessoais quando indicam as pessoas.
2. Vogal Temática
A vogal temática se une ao radical para receber as desinências e, assim, conjugar os verbos. O resultado dessa união chama-se tema.
A vogal temática indica a qual conjugação o verbo pertence:
Veja também: Vogal Temática
3. Desinências
As desinências são os elementos que junto com o radical promovem as conjugações. Elas podem ser:
Exemplos:
Dissertávamos (va- desinência de tempo pretérito do modo indicativo), (mos- desinência de 1.ª pessoa do plural)
Esclarecerei (re- desinência de tempo futuro do modo indicativo), (i- desinência de 1.ª pessoa do singular)
Contribuamos (a- desinência de modo presente do modo subjuntivo), (mos- desinência de 1.ª pessoa do plural)
Veja também: Desinências
Flexões
Para conjugarmos os verbos temos de ter em conta as flexões a seguir.
· Pessoa: 1.ª (eu, nós); 2.ª (tu, vós) e 3.ª (ele, eles).
Número: Singular (eu, tu, ele) e Plural (nós, vós, eles).
Tempo: Presente, Pretérito e Futuro.
Modo: Indicativo, Subjuntivo e Imperativo.
Voz: Voz Ativa, Voz Passiva e Voz Reflexiva.
Temos certeza de que estes textos podem te ajudar mais ainda:
· Tempos Verbais
· Modos Verbais
· Formas verbais
Vozes verbais ou Vozes do verbo
Formas Nominais
As formas nominais são: Infinitivo, Particípio e Gerúndio:
Infinitivo Pessoal e Impessoal
O infinitivo não tem valor temporal ou modal. Ele é pessoal quando tem sujeito e é impessoal quando, por sua vez, não tem sujeito.
Exemplos:
O gerente da loja disse para irem embora. (infinitivo pessoal)
Cantar é uma delícia! (infinitivo impessoal)
Veja também: Infinitivo Pessoal e Infinitivo Impessoal
Particípio
O particípio é empregado como indicador de ação finalizada, na formação de tempos compostos ou como adjetivo.
Exemplos:
Feito o trabalho, vamos descansar!
A Ana já tinha falado sobre esse tema.
Calados, os filhos ouviram o sermão dos pais.
Veja também: Particípio
Gerúndio
O gerúndio é empregado como adjetivo ou como advérbio.
Exemplos:
Encontrei João correndo.
Cantando, terminaremos depressa.
Veja também: Gerúndio
Classificação dos Verbos
Os verbos são classificados da seguinte forma:
Verbos Regulares - Não têm o seu radical alterado. Exemplos: falar, torcer, tossir.
Verbos Irregulares - Nos verbos irregulares, por sua vez, o radical é alterado. Exemplos: dar, caber, medir. Quando as alterações são profundas, eles são chamados de Verbos Anômalos; é o caso dos verbos ser e vir.
Verbos Defectivos - Os verbos defectivos são aqueles que não são conjugados em todas as pessoas, tempos e modos. Eles podem ser de três tipos:
1.Impessoais - Quando os verbos indicam, especialmente, fenômenos da natureza (não tem sujeito) e são conjugados na terceira pessoa do singular, são verbos impessoais. Exemplos: chover, trovejar, ventar.
2. Unipessoais - Quando os verbos indicam vozes dos animais e são conjugados na terceira pessoa do singular ou do plural, são verbos unipessoais. Exemplos: ladrar, miar, surtir.
3. Pessoais - Quando os verbos têm sujeito, mas não são conjugados em todas as pessoas, são verbos pessoais. Exemplos: banir, falir, reaver.
Verbos Abundantes - Os verbos abundantes são aqueles que aceitam duas ou mais formas. É comum ocorrer no Particípio. Exemplos: aceitado e aceito, inserido e inserto, segurado e seguro.
Márcia Fernandes
Professora, pesquisadora, produtora e gestora de conteúdos on-line. Licenciada em Letras pela Universidade Católica de Santos.
Fonte: https://www.todamateria.com.br/o-que-e-verbo
Fonte da imagem https://escolakids.uol.com.br/portugues/verbos.htm
quinta-feira, 17 de junho de 2021
ARTIGO DEFINIDO E INDEFINIDO
Chamamos de artigo a palavra variável que colocamos antes do substantivo para indicar, ao mesmo tempo, seu gênero e seu número.
O artigo é basicamente demonstrativo. Sua função sintática principal é de adjunto dos substantivos.
O artigo é classificado como:
a) Definido: o, a, os, as;
b) Indefinido: um, uma, uns, umas.
Os artigos definidos determinam os substantivos de modo preciso e particular. Ao dizer "o livro", faz-se uma referência a um livro em particular. Já os indefinidos determinam os substantivos num aspecto vago, impreciso e geral. Quando se diz "um livro", menciona-se qualquer livro.
Na língua portuguesa existe uma maneira de combinar os artigos com preposições. A combinação dos artigos definidos com as preposições a, de, em, por (per), resulta, respectivamente, em ao, do, no, pelo, à, da, na, pela, aos, dos, nos, pelos e às, das, nas, pelas.
A combinação dos artigos indefinidos com a preposição em, e mais raramente a preposição de, resulta em: num, dum, numa, duma, nuns, duns, numas, dumas.
O artigo transforma palavras de qualquer classe gramatical em substantivo.
Exemplo: Ninguém sabe como será o amanhã.
Também estabelece sua determinação ou indeterminação:
Exemplos:
Li o jornal ontem.
Li um jornal ontem.
No primeiro caso, está-se falando de um jornal em particular. No segundo, de qualquer jornal.
Também distingue os homônimos e define seu significado.
Exemplos: O rádio, a rádio; o capital, a capital; o moral, a moral.
Emprego dos artigos
De um modo geral, o artigo definido aplica-se para seres conhecidos ou já mencionados e o indefinido para seres desconhecidos, indeterminados ou que não se faz menção.
Artigo definido
1) Dentre os nomes próprios geográficos, a língua distingue:
a) os que repelem o artigo:
Portugal, Roma, Atenas, Curitiba, São Paulo, Paris etc.
Lembrar que estes nome de locais, quando acompanhados de adjetivos ou locução adjetiva, tornam obrigatório o uso do artigo:
O velho Portugal, a Atenas de Péricles, etc.
b) os que exigem o artigo:
A Bahia, o Rio de Janeiro, a Amazônia, os Açores etc.
c) alguns poucos que se usam, indiferentemente, como o artigo ou sem ele:
Recife ou o Recife, Aracaju ou a Aracaju etc.
2) Nomes próprios de pessoas são determinados pelo artigo quando usados no plural.
Os Maias, os Homeros, os Caxias, etc.
Posto antes dos nomes de pessoas, o artigo denota intimidade e familiaridade.
A Márcia estuda à noite.
3) O uso do artigo é facultativo diante de pronomes possessivos:
Foi rápida a sua entrevista (ou sua entrevista).
Omite-se o artigo definido
a) antes dos pronomes de tratamento:
Engana-se Vossa Senhoria, disse o rapaz.
b) entre o pronome cujo e o substantivo imediato:
Há animais cujo pêlo é liso (e não cujo o pêlo é liso).
c) diante dos superlativos relativos:
Ouvi os médicos mais competentes (e não os médicos os mais competentes).
d) frequentemente nos provérbios e máximas:
Tempo é dinheiro.
e) antes de substantivos usados de uma maneira geral:
Especialistas afirmam que mulher fica mais gripada que homem.
f) diante da palavra casa, quando designa residência da pessoa que fala ou de quem se trata:
Ficou em casa. Fui para casa.
Todavia, se a palavra casa vier acompanhada de adjetivo ou locução adjetiva, deve ser anteposto, ordinariamente, o artigo:
De tarde, a menina foi até a casa da avó.
Artigo indefinido
a) Apesar da imprecisão, o artigo indefinido transmite ao substantivo grande força expressiva:
Em Estou com uma sede... o artigo indefinido denota a grande intensidade da sede que o emissor da frase sente.
b) antepõe-se ao numeral quando não se pode precisá-lo:
Ela deve ter uns 15 anos.
c) antes de nomes próprios para acentuar a semelhança de alguém com um personagem célebre. Nesse caso o nome próprio passa a ser um nome comum:
Revelou-se um Pavarotti. (um grande cantor)
fonte: https://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/artigo-definicao-e-emprego.htm
fonte da imagem: https://www.google.com/search?q=artigo+definido+e+indefinido&sxsrf=ALeKk02h6Q-ksgAfo45XCNvA32YfbEfNhA:1623973824240&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=
domingo, 13 de junho de 2021
ILUSÃO DE AMOR
De tanto bater nos
espinhos da rosa,
ficou machucado.
Viu só beleza.
Pensou que era fácil.
Não soube analisar.
Encantou-se
Por devaneios.
E hoje
Pôs-se a chorar.
Prof. Dr.h.c. JOSÉ CARLOS DE ARRUDA
Rio de Janeiro/RJ -
Brasil
Direitos Reservados, Lei 9.610 de 19/02/1998
(conforme artigos 28 e 29).
domingo, 1 de dezembro de 2019
IMPORTÂNCIA DA LÍNGUA PORTUGUESA
TAGS: lusofonia, românica. latim, ler, escrever.
terça-feira, 26 de novembro de 2019
ALFABETO FONÉTICO INTERNACIONAL
domingo, 24 de novembro de 2019
NOVO AVISO
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